quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ARTIGO DE OPINIÃO

ARTIGO DE OPINIÃO




INTRODUÇÃO - É necessário que você observe o mundo ao seu redor, as pessoas e os modismos que tanto as influenciam.O uso do "piercing" é o tema proposto.Conhecer os mecanismos persuasivos é essencial para você aluno, pois possibilitará a escrita de um texto dissertativo. Encare esse desafio





TAREFA - Que razões levam alguém a furar o nariz e pôr um "piercing"? Será que o prazer de se mostrar com um "piercing" no umbigo compensa a dor de deixar furar o próprio corpo? Piercing é uma questão de moda ou problema de saúde?
Criar uma apresentação no power-point,organizar um debate regrado e produzir um artigo de opinião.


PROCESSO - 1º Passo - Em primeiro lugar, vocês deverão, individualmente,pesquisar sobre o tema, através da internet, jornais, revistas e também ler o painel de textos do seu livro.
2º Passo - Em seguida formar grupos de seis alunos para elaborar slides no power-point;
3º Passo - O mesmo grupo se preparará para participar de um debate regrado;
4º Passo - Apoś as atividades acima você deve escreve, individualmente, um artigo de opinião;
5º Passo - Criar um Blog da sala e postar o artigo de opinião.

AVALIAÇÃO - As notas das atividades serão atribuídas de acordo com a participação , desempenho e dedicação de cada aluno, mesmo nas atividades elaboradas em grupo.


CONCLUSÃO - Através das pesquisas, leituras, produçaõ de slides e o debate, vocês conhecerão bem os mecanismos persuasivos que os tornarão mais críticos.Assim não só estas atividades referente a este tema , mas outras deverão ser desempenhadas por vocês , para que possam ampliar cada vez mais a sua visão de mundo ,compreender os contextos sociais, culturas diversas,aspectos religiosos e sociais, pois que essas atividades facilitarão não só a produção de artigos de opinião, mas também o domínio de outras tipologias textuas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

BEBIDA E VOLANTE NÃO COMBINAM

Lei seca aumenta rigor contra motorista; saiba mais

A lei seca, que prevê maior rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas, foi sancionada, no dia 19 de junho de 2008.

A lei torna ilegal dirigir com concentração a partir de dois decigramas de álcool por litro de sangue. A punição para quem descumprir a lei prevê suspensão da carteira de habilitação por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do veículo.

A suspensão por um ano do direito de dirigir é feita a partir de 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue). Acima de 0,3 mg/l de álcool no ar expelido (ou 6 dg por litro de sangue), a punição inclui também a detenção do motorista (de seis meses a três anos).


Arte/Folha

"EM DEFESA DA VIDA"

“Em defesa da vida”

Sim à lei seca

A polêmica lançada sobre a Lei Seca, que pune motoristas que tenham ingerido qualquer quantidade alcoólica, é uma medida radical, indiscutivelmente, presumivelmente arbitrária. Mas poderemos modificá-la, não eliminá-la, na medida em que ratifica eficazmente a legislação. Os protestos sobre sua edição vislumbram claramente a inferioridade do valor da vida e a do lucro proveniente da atividade de venda de bebidas que, argumenta-se, tem que ser preservado em nome da "liberdade". É bem uma mostra da situação chegada em face de um sistema econômico que elege os valores financeiros superiores aos da vida, como dos empregos e dos impostos gerados pela indústria de armas, que matam pessoas. Os exemplos concretos de eficácia da limitação alcoólica são decisivos. Já na Constitunte poderosas manifestações empresariais diziam da impossibilidade e sua aprovação, há vinte anos.

Fala-se da pequena quantidade pemitida, que é a única maneira de equalizar diferentes limites de efeito em pessoas e estados alimentares diferentes. Não haveria outra forma sob pena de continuar a liberalizarem-se as mortes. Ao estado cabe a defesa do coletivo, diria Locke. A Lei Seca é o que precisavamos neste país. Suspendeu-se a urgência a votação na Câmara federal a Lei que proibia a propaganda alcoólica na TV, por pressões insuportáveis da indústria que, argumentam, impedira o "direito de informação" - que não é "informação", mas imposição. A propaganda atinge o inconsciente - e não o consciente, daí a diferença - ansioso pelo retôrno à força e à beleza juvenis supostamente alcançadas, repletas de coragem e heroismo.

Liberdade é a consciência histórica da necessidade, assertiva de Marx e Engels, que aceitam a tese de Spinosa: liberdade é o conhecimento da necessidade, que escapa a mera vontade. Spinosa afirmava que o homem determinado externamente é escravo. Liberdade, na Constituição Francesa de 1791, é fazer tudo que fazer tudo o que não prejudique a outrem. "Liberdade" de envenenar uma sociedade? Que liberdade é essa? Pedra angular da democracia, como definiu Aristóteles, é positivo seu direito quando faculdade individual de autodeterminação. Não pode ser a liberdade e matar ou agredir o coletivo social com venenos letais. A liberdade de comércio garantida constitucionalmente deve, portanto, adequar-se às prioridades sociais, dentro de uma ótica ampliada.

Enquanto se expõe na TV o falso heroismo dos bebedores, que esconde as olheiras e sua tristeza real após 15 minutos, mata-se e morre-se.
Alcoolismo que importa em despesas que superam em muito às arrecadadas em forma de impostos que geram: assistência médica, danos materiais,
absenteismo no trabalho, dissoluções familiares. A plena liberação do alcoolismo é a permissão de subversão social, não aquela acusada pela
Ditadura Militar, mas outra geradora de morte e sofrimento. Os prejuízos de curto, médio e longo prazo são enormes, destruindo famílias e vidas pelo alcoolismo, degradando a juventude e incentivando a prática de atos anti-sociais. "Necessidade" coisificada e imposta pela propaganda, induzir ao alcóol é axiologicamente negativo.

Os índices brasileiros de mortes por acidentes automobilisticos gerados a partir da ingestão alcoólica são os maiores do mundo, sem contar todos os crimes e acidentes - e isso deve equivaler à radicalidade legal. A liberação é sempre em defesa do "direito" ao lucro. E os grandes e pequenos juristas e pseudo-comentaristas ainda discutem se o importante é a elaboração de novas leis ou fazer cumprir as antigas. Enquanto se morre e se mata eles discutem, indiferentes à violência das ruas. A economia de vidas nestes curtos dias da Lei Seca demonstra por si sua utilidade prática. Vamos amenizá-la, aperfeiçoá-la, mas lembremos quantas crianças, mulheres, homens, futuros foram poupados. Louvemos os que tiveram a coragem de introduzi-la e torçamos para sua permanência, em nome da vida.

Ademir Pestanav